Ricardo Martins 3º Dan (Aikido Tradicional)

CREF 00482-P/RJ, Grau Prêto em MuayThai e KickBoxing, Treinador de Boxe, CrossFit – L1 Trainer, Coach especializado em Treinamento Físico Funcional e Pilates

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Zazen

Monja Coen

Zazen
http://www.monjacoen.com.br/textos-budistas/textos-da-monja-coen/131-zazen-

Zazen literalmente significa Sentar Zen. Zen é uma palavra que vem do Sânscrito Dhyana ou Jhana e significa um estado meditativo profundo. Geralmente não chamamos o Zazen de meditação, pois o verbo meditar é transitivo direto, ou seja, requer um objeto. Meditar sobre a vida, meditar algo. Enquanto que o Zen é intransitivo. Não há objeto de meditação. Até o sujeito desaparece. E quando isso acontece o Caminho se manifesta em sua plenitude.

Procure um local tranquilo, nem muito claro nem muito escuro, não muito quente nem muito frio.

Há várias maneiras de sentar-se: posição das bermudas, meia lótus, lótus completa, banquinho, cadeira. Em qualquer uma delas é importante que a coluna vertebral seja mantida erecta. O queixo um pouco para baixo, de forma que a região cervical fica reta. Verifique se seu corpo está centrado, movendo da esquerda para a direita, como um pêndulo – de movimentos largos a movimentos menores e pare exatamente em seu próprio centro de equilíbrio.

Perceba se as orelhas ficam em linha com os ombros e o nariz em linha com o umbigo. Esvazie os pulmões, soltando todo o ar profundamente pela boca, umas três vezes. Relaxe qualquer parte do corpo onde sinta tensão. Em seguida coloque as mãos no mudra cósmico (mão direita embaixo, com a palma voltada para cima e a costa dos dedos da mão esquerda repousando na palma dos dedos da direita,mantendo a mão esquerda com a palma para cima. Encoste levemente os dois polegares, como se houvesse uma finíssima folha de seda entre eles). Perceba que suas mãos estarão formando uma elipse, assim como os planetas em torno do Sol – o comos em suas mãos.

Em seguida coloque a ponta da língua no palato superior, tocando de leve atrás dos dentes frontais. Isto cria um canal de comunicação de energia ao mesmo tempo que evita muita salivação.

Mantenha os olhos entreabertos, pousados cerca de um metro e meio de distância num ângulo de 45 graus.

Assim, sem pensar e sem não-pensar, sente-se calmamente por alguns minutos. Alguns ficam em zazen por 40 minutos, outros por 30 ou mesmo 20 minutos. De qualquer maneira adapte à sua realidade. Para quem nunca praticou nenhuma forma de meditação mesmo cinco minutos pode ser um bom tempo. Não tenha presssa em querer sentar por longos períodos.

Tendo assim assentado corpo e mente perceba sua respiração. Sinta se está sendo abdominal (ao inalar o abdomem se expande ao exalar se contrai) ou toráxica (a caixa toráxica se expande e se contrái). Perceba seus batimentos cardíacos. Ouça todos os sons, próximos e distantes. Sinta as fragrâncias da sala, do local (pode ser ao ar livre). Perceba o ar, sua textura, sua temperatura. A luz e a sombra que se formam onde seus olhos estão pousados são também percebidas. Verifique sua postura, a posição das mãos, da coluna, da língua e oxigene áreas de tensão. Perceba seus pensamentos. Como se formam, como desaarecem. Veja se pensa em formas, palavras, música, cores, imagens. Qualquer emoção que surja deve ser notada. Assim como seu término. O mesmo para memórias. Entretanto não fique pensando apenas, nem apenas percebendo, pois isto ainda está no plano da dualidade. Torne-se um com o uno sendo a respiração, a postura correta e a vida do universo em constante fluir.

Um momento de zazen é um momento de Buda.

Entre tarefas, em momentos de stress no trabalho, nos estudos, entre amigos e desafetos, em casa, no trânsito, lembre-se apenas de endireitar a coluna e respirar conscientemente. Perceba suas emoções e batimentos cardíacos. Relaxe, sorria. Tudo é passageiro. Aprenda a estar presente no instante e a agir da maneira correta a transformar o que não for de seu agrado. Lembre-se: apenas reagir não transforma.
Assim, use o Zazen para o seu bem e de todos os seres. Pois afinal, se se entregar ao Zazen de corpo e mente verificará que é o Zazen que faz zazen… Zazen zazen zazen.

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  • Aquele que corre.

    Monja Coen

    Napoleão Xavier Gontijo Coelho
    Yo Ho Ryo Kei – Monge Zen-Budista

    http://www.monjacoen.com.br/textos-budistas/textos-diversos/176-aquele-que-corre

    Não deve haver quem corre, somente a corrida.

    O corredor deve se ater essencialmente à respiração e ir em frente, sempre em frente, sem almejar nada, não se preocupando com os vizinhos, com os amigos, inimigos, até que, em determinado momento, todos desaparecem.

    A corrida só se faz quando quem corre, já abandonou a corrida e já não está presente mas, no entanto, não está ausente.

    Amplie a todo instante o contato com sua respiração, mantenha atenção absoluta a tudo sem, no entanto, se envolver com nada, lide com a noção de unidade com todos os acontecimentos sem se apegar a nada.

    Corra, respire.

    A cada instante desmascare suas percepções, não se deixe enganar por nada: o feio, o bonito, o sagrado, o profano, o alto, o baixo. Essas são discriminações de sua mente consciente programada. Volte-se sempre para uma coisa só, por exemplo, a respiração.

    Não esmoreça.

    Num determinado momento você pode perceber que está correndo sem saber. A exaustão propicia isso de uma forma esplêndida. Neste momento você não está mais apto a ser observado pelos outros porque você já não sente os outros, na verdade os outros e você já não existem, ou melhor, nunca existiram.

    O júbilo surge nesse momento.

    Só o júbilo e não quem o sente. Esse júbilo é a possibilidade máxima, é romper o limite de todos as coisas e formas. Aí você vê o que é a realidade e por um pequeno momento, ou quem sabe por toda a eternidade, deixa de ver o que não existe, e vê o que realmente existe.

    Nesse momento se desfaz a trama da ilusão da vida e da morte.

    Nesse momento põe-se o pé na eternidade de onde nunca ninguém o tirou, dessa forma, a vivência passa a invadir todos os afazeres do dia-a-dia.

    Aí …

    … não há resíduos de nenhuma explicação da realidade;

    … é a realidade limpa da irrealidade;

    … não está você;

    … não está nada além da absoluta percepção do todo atemporal;

    … o som e o não-som não se confundem mais, simplesmente passam a ser o som e o não-som;

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  • Lembre-se:

    "A aceitação da dor é o primeiro passo para suportá-la, caso contrário, o pessimismo, a impaciência e a intolerância, poderá transformá-la num fardo alem de suas forças." Ivan Teorilang

    Frase do Dia:

    Está se sentindo desorientado (seu "aiki" não está rolando), não sabe o caminho (DO) que deve seguir, tem problemas existenciais, precisa de aconselhamento. Percebe que uma "intervenção", no seu caso, é necessária porque já identifica problemas somáticos, psíquicos ou psicossomáticos.
    Não procure uma arte marcial, yoga ou atividade física. Nenhum "sensei", nenhum "shihan" por mais "graduado", experiente, maduro e inteligente que esta "divindade" seja vai te ajudar. Filiações não funcionarão, tampouco... Não perca seu tempo com guru, sensei, shidoin, shihan, Krus, do, jutsu etc... Você precisa de um profissional competente e devidamente habilitado para te ajudar no restabelecimento de seu bem-estar e de sua saúde.

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    Sugestões inteligentes, críticas edificantes serão sempre muito bem vindas.

    Entenda, por favor, que todo ser humano comete erros e se engana apesar dos cuidados tomados e de todas as revisões feitas antes da publicação.

    Ao encontrá-los, não se acanhe, entre em contato para que possamos melhorar os serviços, por gentileza.

    Muito obrigado

    Ricardo Martins
    sensei@ricardomartins.pro.br